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As 7 qualidades de mindfulness treinadas no escaneamento corporal

August 22, 2019

 Embora possa parecer bastante simples em alguns aspectos, a atenção plena é uma habilidade multifacetada. O escaneamento corporal é uma ótima prática inicial porque treina muitos aspectos que nos ajudam a trabalhar habilmente a nossa experiência do momento. A seguir, estão listados sete aspectos da atenção plena que desenvolvemos quando trabalhamos nossa consciência corporal nessa prática:

 

• Atenção. Ao escolhermos, conscientemente, colocar a nossa mente em um objeto em particular, estamos treinando nossa capacidade de prestar atenção. A atenção também é treinada movendo a mente de um objeto para outro e voltando a um objeto quando percebemos que a mente vagou. Treinar a atenção no escaneamento corporal é um pouco como fazer um trabalho de resistência na academia - é preciso repetição e paciência para, no final, cultivarmos força e flexibilidade. Lembre-se, cada vez que você pratica o escaneamento corporal, você está fortalecendo as partes de seu cérebro responsáveis pela atenção plena!

 

• Consciência. Ao praticar o escaneamento corporal, a maioria das pessoas percebe que sua mente parece vagar para qualquer lugar. Queremos prestar atenção de forma consistente, mas isso não é o que acontece. Isso não é um problema - parte da prática é conscientizar o que está acontecendo na mente, mesmo que não seja exatamente o que gostaríamos que fosse. Conhecer nossos padrões é o primeiro passo para trabalharmos habilmente com eles. Com consciência, estamos ciente de nossos padrões mentais, capazes de ver o terreno de nosso ser.

 

• Incorporação. Chamar a atenção repetidamente para o nosso corpo equilibra a tendência de “viver em nossas cabeças”. O corpo sente mais do que pensa, então, ao permitirmos que as sensações corporais sejam sentidas, podemos cair em uma paleta sensorial mais completa. Vivendo em nosso corpo, nós nos sintonizamos em um modo de perceber mais centrado, fundamentado e em contato direto com o mundo real, ao invés de sempre ficarmos presos a conceitos e pensamentos.

 

"Muitos de nós estão acostumados a controlar. Cada vez que voltamos para a atenção do corpo nessa prática, sugerimos que o façamos com cuidado. Quando percebemos que a mente está vagando, o fazemos com aceitação"

 

• Deixar ir. Muitos de nós estão acostumados a controlar. Pensamos no treinamento como uma forma de tentar forçar a mudança, empurrar, puxar, persuadir e nos convencer a nos tornar algo diferente. O treinamento da consciência incentiva uma abordagem diferente. Cada vez que voltamos para a atenção do corpo nessa prática, sugerimos que o façamos com cuidado. Quando percebemos que a mente está vagando, o fazemos com aceitação - é assim que a mente está, por enquanto, e tudo bem! Embora nem sempre gostemos do que encontramos, podemos praticar compreendendo isso como nosso ponto de partida, em vez de tentar resistir ou forçar a mudança, o que apenas cria luta e estresse. Assim, melhoramos a nossa flexibilidade.

 

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• Acolher as experiências desagradáveis. À medida que nos movemos para as sensações corporais, podemos descobrir algumas sensações que não gostamos. Desconforto e dor, irritação e raiva, tédio e dormência são experiências comuns para pessoas que praticam o escaneamento corporal. Nossa maneira usual de enfrentar essas sensações é tentar não satisfazê-las - para fugir de seu desagrado, distraindo-se, ruminando ou lutando contra elas. Às vezes, porém, não há nada que possamos fazer para que elas desapareçam, pois a dor física ou emocional tende a não ouvir a razão e a aumentar conforme lutamos contra ela. Então, em vez de exacerbar a nossa angústia lutando contra a dor, o exame do corpo nos ensina a nos inclinarmos suavemente para o desconforto. Embora pareça contraintuitivo, isso reduz o poder das sensações indesejáveis ​​de nos atrapalhar. Quando nos aproximamos de nossa experiência com curiosidade e abertura, apesar de sentirmos sensações desagradáveis ​​por completo, também deixamos de lado o apego aos pensamentos e reações estressantes que são tipicamente colocados sobre eles.

 

"É fácil passar a vida tomando as coisas como garantidas. Mas contemple por um momento. Não é incrível que tenhamos um corpo e uma mente para vivenciá-lo?"

 

• Apreciação. É fácil passar a vida tomando as coisas como garantidas. Mas contemple por um momento. Não é incrível que tenhamos um corpo e uma mente para vivenciá-lo? Prestando atenção às sensações corporais e percebendo o que surge na consciência, inclinamos nosso interesse por estar vivo, não como um conjunto de ideias filosóficas, mas como fenômenos reais - a própria experiência das coisas. Experienciamos nossa própria respiração, o coração batendo, o sangue fluindo. Isso nos permite entrar em sintonia com a realidade da vida momento a momento, gerando apreciação, o que por sua vez pode nutrir um sentimento de gratidão.

 

• Soltando-se. Quando prestamos atenção de maneira intencional, chegamos a observar e sentir a realidade de que tudo está sempre mudando. Percebemos como o estresse surge quando tentamos manter sensações agradáveis ​​ou rejeitar sensações dolorosas, e vemos como as sensações estão se movendo, mudando, subindo e descendo em intensidade o tempo todo. Podemos até ver como não estamos mais tão envolvidos em nós mesmos quando deixamos de lado nosso senso de identidade fixa (“Minhas pernas doem!”) e desenvolvemos uma consciência dos aspectos e processos da experiência (“Há uma dor agora, e um pensamento sobre essa dor”). Nos afastamos das suposições errôneas sobre como as coisas estão - e como achamos que deveriam estar – e isso nos traz um grande alívio.

 

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